Opinião

“Vivemos em Portugal um tempo de viragem no domínio da intervenção social!”

O reconhecimento da crescente complexidade dos problemas sociais, a redução do apoio financeiro público e a oportunidade de envolver o setor empresarial nesta área, no âmbito da responsabilidade social, exigem por parte das instituições de economia social uma alteração profunda de paradigma.

Os sinais desta mudança já se fazem sentir há alguns anos, mas o novo enquadramento jurídico do setor e as exigências do próximo quadro comunitário de apoio, vieram trazer mais um fator de pressão, a acrescer ao gradual aumento de exigência por parte de todos os stakeholders das IPSS portuguesas.

Efetivamente clientes, colaboradores, dirigentes voluntários e financiadores tendem a concordar que os desafios do futuro exigem profissionalismo, cooperação e rentabilização de recursos mas, sobretudo avaliação do impacto produzido.

O que está em causa, é tangibilizar o valor acrescentado que a intervenção social produz nos beneficiários diretos, na sua rede informal de apoio, na comunidade mais alargada, medindo a inclusão, os recursos poupados, a alteração atitudinal e social obtida.

O que está em causa é a demonstração clara da mais valia produzida, de modo a atrair investidores sociais privados, fundamentar a aposta pública e garantir a continuidade dos financiamentos, face à qualidade, sucesso e diferenciação positiva evidenciada.

 

Paula Guimarães

Presidente do GRACE em representação do Montepio

3 Dezembro de 2014

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