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O que os Investidores Sociais procuram – por Filipe Portela da Fundação Mais

Foto Filipe R PortelaII

 

Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa

in·ves·ti·doradjectivo e substantivo masculino

  • Que ou quem investe.

in·ves·ti·men·to – substantivo masculino

  • Acto ou efeito de investir.

in·ves·tir – verbo intransitivo

  • Atirar-se impetuosamente (contra alguém ou alguma coisa).
  • Dar a investidura (de alguma coisa) a.
  • Atacar, acometer.
  • Empregar (capitais)Motejar; meter à bulha.

 

Uma interpretação destas definições é a de que um investidor pode ser comparado a um general no meio de uma “guerra” e, como qualquer bom general, o investidor tem preferência em arriscar as suas “tropas” em “batalhas” já ganhas (Sun-Tzu).

Ou seja, um bom investidor, de forma a conhecer e mitigar todos os possíveis riscos e fraquezas do investimento, tenta sempre conhecer todas as condições do investimento, desde os soldados (equipa); ao equipamento (tecnologia/conhecimento) usado; até à estratégia e táctica planeadas (inovação); ao campo de batalha (mercado).

Podemos então enumerar os critérios (por ordem de prioridade) que um investidor procura:

  1. Equipa: uma boa equipa até de um mau projeto obtém resultados, aprendizagem e raramente desiste; uma má equipa é a principal razão porque os projetos falham;
  2. Tecnologia: um projeto baseado numa nova tecnologia, ou num novo conhecimento, tem sempre preferência, já que pode significar uma vantagem competitiva no mercado;
  3. Inovação: mesmo que um projeto seja baseado numa tecnologia ou conhecimento já existente, pode sempre dar-lhe um novo uso, o que não deixa de ser uma inovação e tem a potencialidade de trazer vantagem competitiva;
  4. Mercado: o mercado escolhido tem sempre um papel relevante já que, em conjunção com os critérios anteriores, permite antever dificuldades. Mercados “maduros”, consolidados ou com poucas barreiras de entrada são normalmente preteríveis a novos mercados, segmentados e com barreiras à entrada de novos competidores.

Até ao momento não houve separação (propositada) entre investidor social e investidor “tradicional” porque, até esta fase, não existem diferenças. A diferença está nos resultados esperados por cada um:

  • investidor tradicional procura “aniquilar” a concorrência, criar um monopólio e maximizar o seu retorno financeiro (máx. € por cada € investido);
  • investidor social tem em conta as externalidades do seu investimento e procura acima de tudo maximizar o impacto do mesmo (máx. impacto por cada € investido).

Em suma, um investidor social procura boas equipas com bons projetos onde possa investir e alcançar os seus objetivos.

Cabe assim ao investidor perceber quais são os objetivos/resultados que procura e às equipas demonstrar a qualidade e o impacto dos seus projetos.

Filipe Portela

Diretor executivo Fundação Mais

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